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3 de Maio de 2011 | Entrevistas | Soberania alimentar
Entrevista ao dirigente da Coordenadoria Nacional Agrária (CNA) do Peru, sobre o processo de resistência ao decreto “clandestino” do governo de Alan García, que favorece o cultivo de transgênicos no pais andino.
No dia 14 de abril, a menos de três dias de comemorar-se as eleições presidenciais no Peru, foi publicado um decreto que liberaliza o ingresso de produtos transgênicos ao país, pondo em perigo seu caráter de território biodiverso.
Os diversos setores sociais não demoraram em reagir, já que existe informação abundante com respeito a como se vem prejudicadas as economias camponesas e os recursos fitogenéticos pelo uso de sementes geneticamente modificadas.
Radio Mundo Real conversou sobre o assunto com Marcelino Bustamante, dirigente da Confederação Nacional Agrária (CNA) do Peru. A CNA forma parte da Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo (CLOC na sigla em espanhol) – Via Campesina.
Bustamante denúncia houver uma situação de total irregularidade na aprovação do “decreto transgênico”, apesar de agora encontrar-se no meio de uma monitoria que prorroga o debate até 2014.
“Com o ingresso de transgênicos, nossas sementes naturais vão desaproveitar-se”, assinalou o dirigente camponês. “Não apenas campesinos, mas trabalhadores, profissionais da saúde e outros setores estamos organizando-nos para pedir ao governo a revogação desse decreto”, explica Marcelino.
Está prevista a realização de uma manifestação no dia 3 de maio na capital Lima em frente ao Ministério de Gadaria, promotor do decreto.
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