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29 de Julho de 2010 | |

Claro como água

ONU aprova direito humano à água apesar de pressões de países industrializados

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A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou na quarta-feira em Nova Iorque, Estados Unidos, a resolução que reconhece o direito humano à água potável e ao saneamento, com 122 votos a favor, 41 abstenções e nenhum voto contra. Centenas de movimentos sociais em todo o mundo celebram este momento histórico.

“Após más de uma década de intenso trabalho, o movimento mundial pelo direito humano à água atinge uma grande vitória”, expressa um comunicado de imprensa do Conselho dos Canadenses, organização que tem sido fundamental na luta internacional por esse direito. Trabalha pela justiça social, econômica e ambiental no Canadá e em todo o mundo.

Três dos integrantes do Conselho dos Canadenses estiveram presentes na Assembléia Geral das Nações Unidas ontem. Um deles, Anil Naidoo, disse que “esta resolução tem o apoio massivo de uma grande maioria de países, apesar de um punhado de poderosos opositores”. “Agora deve ser objeto de seguimento com uma renovada pressão pela justiça da água”, acrescentou.
A iniciativa, que havia sido apresentada pela Bolívia com o apoio de mais de 30 países, declara “o direito à água potável e ao saneamento como um direito humano essencial para o pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos”.

Manifesta ainda a sua “profunda preocupação” porque “cerca de 884 milhões de pessoas não têm acesso à água potável e mais de 2,6 bilhões não têm acesso ao saneamento básico”. Aumenta sua preocupação porque a “cada ano morrem aproximadamente 1,5 milhão de crianças menores de cinco anos e se perdem 443 milhões de dias letivos por causa de doenças relacionadas à água e o saneamento”.

Os movimentos que têm lutado pelo direito humano à água em nível internacional sabem que o trabalho e a mobilização deve continuar, para garantir que a resolução seja respeitada. “Fazemos um chamado às comunidades do mundo para que realizem ações para garantir que os direitos à água e ao saneamento sejam implementados”, disse Naidoo. “Os governos, agências de cooperação e Nações Unidas devem tomar seriamente suas responsabilidades”, enfatizou.

Vários países industrializados pressionaram até o último momento para que não fosse aprovada a nova resolução, embora na hora de votar se abstiveram para cuidar sua imagem internacional. Dentre esses países destacam-se o Reino Unido, Canadá, Estados Unidos, Austrália e Nova Zelândia.

Estes estados teriam procurado mudar a redação da iniciativa votada na quarta-feira, para diminuir seus deveres futuros sobre a garantia o direito humano à água.

A maioria dos países que se abstiveram são europeus, principalmente da União Européia ou alinhados. Os seis estados africanos que tomaram a mesma decisão (Botsuana, Etiópia, Quênia, Lesoto, Tanzânia e Zâmbia) são antiguas colônias européias e o mesmo acontece com os dois países do Caribe (Guyana e Trinidad e Tobago).
Foto: http://www.flickr.com/photos/mholm/

(CC) 2010 Radio Monde Réel

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