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28 de Janeiro de 2010 | Notícias | Anti-neoliberalismo
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“Deixem cair uma lágrima por nossa democracia”, foram as palavras que disse Robert Weissman, presidente da organização defensora do consumidor Public Citizen, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos sentenciou que as empresas possuem os mesmos direitos que os cidadãos quanto à livre expressão, e que portanto podem gastar dinheiro sem restrições para apoiar (ou afundar) um candidato presidencial ou legislativo.
A máxima instância judicial estadunidense colocou fim desta forma às restrições que há um século reguam para as grandes empresas, o que foi criticado imediatamente pelos setores mais progressistas dentro da política partidária.
Desde a máxima esfera do Executivo, o presidente Barack Obama criticou com firmeza a sentença da corte, considerando-a um obstáculo para a democracia, que prioriza os interesses das corporações antes que os dos cidadãos. Repetiu esta em seu pronunciamento radial semanal do sábado passado e também esta semana em seu discurso sobre o Estado da União, onde repreendeu publicamente os juízes do tribunal pela decisão que haviam tomado, enquanto tinha a alguns de seus membros sentados diante dele no Congresso.
“Com todo respeito pela separação de poderes, a Corte Suprema emendou na semana passada um século de jurisprudência, o que acredito que abrirá as comportas para interesses especiais, incluídos os de corporações estrangeiras, para gastar sem limite em nossas eleições’’, disse Obama, conforme a agência AP.
Suas palavras receberam efusivos aplausos por parte dos democratas que cercavam os juízes, enquanto o magistrado Samuel Alito -que fez parte da maioria da Suprema Corte que votou a favor da medida e foi designado para integrar esse tribunal pelo ex-presidente republicano George W. Bush- balançava a cabeça em sinal de desaprovação e murmurava “isso não é verdade”.
A pedido do presidente, os democratas se preparam para apresentar uma emenda constitucional, com o objetivo de revogar a sentença da corte.
Conforme o veículo Democracy Now!, a congressista democrata de Maryland Donna Edwards apresentou a medida da seguinte forma: “O povo estadunidense acredita que os interesses especiais corporativos e seus lobistas dirigem o show aqui. Ou seja, os corredores estão cheios deles. Mas isso não é suficiente. Agora a Corte lhes diz aos grandes bancos, às empresas farmacêuticas, às empresas asseguradoras: ‘Qualquer coisa pode acontecer, é temporada de caça. Nossas eleições estão à venda’. Uma lei não corregirá isto.
Devemos emendá-lo na Constituição. Portanto hoje apresentarei uma emenda constitucional para que nós, o povo, possamos recuperar nossas eleições e nossa democracia”.
E acrescentou: “Isto não é ’a Câmara de Representantes do Povo S.A.’. Nós somos o povo. É nossa Câmara de Representantes, é nossa Constituição, e é nossa eleição. E planejamos recuperá-lo da Suprema Corte dos Estados Unidos”.
Foto: www.subprimeblogger.com
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