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16 de Julho de 2009 | Entrevistas | Indústrias extrativas
Duração: 2:16 minutes
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A Guatemala está vivendo um forte processo de agitaçao social e lamentavelmente começa a aparecer o que mais se temia. Enquanto a ex candidata presidencial e ativista pelos direitos humanos, Rigoberta Menchú, adverte sobre a possibilidade de que os setores econômicos mais poderosos possam organizar um golpe de Estado contra o presidente Álvaro Colom, as organizaçoes sociais sairam às ruas para reclamar pelos seus direitos.
Nesta semana uns 15 mil indígenas iniciaram uma mobilizaçao até a capital do país e tomaram as estradas para exigir, entre outras coisas, a suspensao da nova lei de Mineraçao, já que esta é prejudicial para as comunidades rurais.
A aprovaçao desta normativa deixaria sem efeito todas as consultas comunitárias que se realizaram na Guatemala, e nas que a populaçao expressou seu rechaço aos projetos de extraçao mineira.
A isso se soma o pedido da comunidade de San Juan Sacatepéquez, na província central da Guatemala, para que a empresa cimenteira Holcim-Cementos Progreso abandone seus territórios. Esta companhia de capitais suiços pretende instalar uma planta que estaria funcionando apartir de 2012, e que teria um custo aproximado de 600 milhoes de dólares.
Integrantes da associaçao Ceiba Guatemala comentaram que os povoadores afetados por este empreendimento sao principalmente artesaos de móveis e telar, e cultivadores de flores.
Asseguram que os planos da cimenteira para supostamente “mitigar” os impactos ambientais incluem o reflorestamento com eucaliptos, o que teria consequências ainda mais graves sobre as fontes de água; advertem as pessoas do local.
A Rádio Mundo Real entrevistou Alfonso Morales, líder da coordenadora Maya Mam da localidade de Huehuetenango, na fronteira com o México, onde as organizaçoes estao pedindo a suspensao imediata de cinquenta licenças de mineraçao, e também a aprovaçao de uma lei de Desenvolvimento Rural Integral, que promova a economia local e camponesa.
“Centenas de companheiros indígenas sairam às ruas para defender as 25 consultas mineiras que foram feitas em Huehuetenango”, afirmou Morales, que adverte sobre o processo de criminalizaçao que estao sofrendo os dirigentes sociais na Guatemala.
Imagen: http://picasaweb.google.com/comunicacion.ceiba
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