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3 de Agosto de 2011 | Notícias | Direitos humanos
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No Estado do Paraná, na região Sul do Brasil, um Tribunal considerou Jair Firmino Borracha culpado pelo assassinato do trabalhador rural Eduardo Anghinoni, irmão de uma das principais lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Paraná.
O acusado foi condenado a 15 anos de prisão, mas poderá recorrer e responder em liberdade. O crime aconteceu em 1999, no município de Querência do Norte (PR).
Borracha é o primeiro acusado pela morte de um sem terra que é condenado por um tribunal. As provas e os depoimentos apresentados no julgamento reforçaram a hipótese da existência de uma organização criminal que agia contra os defensores da reforma agraria no Paraná.
Familiares da vítima lembraram que somente um dos pistoleiros foi condenado. Ainda não se sabe quem são os mandantes ou quem financiava as perseguições, torturas e assassinatos cometidos na época do crime. Para a Comissão Pastoral da Terra (CPT), de 1995 a 2000, 16 trabalhadores rurais foram assassinados no Paraná. Além disso, houve 31 tentativas de homicídio, sete casos de tortura e 322 feridos.
Em agosto de 2009, a Corte Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por não castigar as autoridades que interceptaram ilegalmente linhas telefônicas de associações de trabalhadores rurais vinculadas ao MST. O Estado foi condenado por danos morais e materiais.
De São Paulo, Brasil, para a Radioagência NP, Augusto Juncal.
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