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2 de Junho de 2011 | Radios Comunitarias | Direitos humanos | Lutadores sociais em risco
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Lamentavelmente, parece estar fundamentada a suspeita de que os recentes crimes cometidos contra os dirigentes brasileiros Adelino Ramos, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo não são o fim de uma longa lista de vítimas.
É o que consideram as organizações sociais do Brasil que se opõem aos projetos extrativistas na região da Amazônia, que durante estes dias insistem em denunciar a situação de vulnerabilidade que vivem todos os dias os defensores dos recursos naturais.
A correspondente da agência ALER no estado do Pará, Joelma Viana, entrevistou representes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), que alertam sobre a possibilidade de que os crimes contra os ambientalistas continuem no futuro, entre outras coisas pela impunidade onde se mantém muitos destes assassinatos.
Há alguns meses, a CPT havia advertido que no Pará havia 30 pessoas que eram ameaçados de morte e que apesar disso não contavam com proteção policial, e hoje essa lista está integrada por 28 ativistas, devido a que José Cláudio Ribeiro da Silva e María do Espírito Santo -matrimônio reconhecido na região por sua militância na luta pela terra- foram assassinados a tiros no dia 24 de maio.
No caso do estado de Rondônia, onde Adelino Ramos foi assassinado, a CPT considera que há aproximadamente cerca de 100 pessoas em risco de morte porque têm denunciado a extração ilegal de madeira.
Conforme a correspondente da ALER, se exige uma intervenção urgente do Ministério Pública para que sejam investigados “realmente” estes trágicos episódios, e indica-se que a morte de gente que está defendendo o meio ambiente “é algo muito grave, que gera preocupação em nível internacional”.
As cifras do Pará são muito preocupantes: dos 555 crimes no campo ocorridos no Brasil de 1996 a 2010, 41,6% (231 casos) aconteceram nesse estado, conforme dados da CPT.
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