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16 de mayo de 2011 | Noticias | Derechos humanos | Luchadores sociales en riesgo
Além das já conhecidas e documentadas violações aos direitos humanos, trabalhistas e sindicais de Bahréin, houve agora uma nova denúncia, que virou de conhecimento público por causa da sua transmissão no programa de televisão Al Jazeera. Segundo esse programa qtarí, a polícia reprimiu as manifestações em favor da democracia, espancando e ameaçando meninas e adolescentes de entre 12 e 16 anos de idade.
De acordo com a informação difundida por Al Jazeera, que também cita testemunhos de algumas das vítimas, a polícia vem realizando vários ataques contra colégios femininos, detendo jovens e surrando-as enquanto estão reclusas.
“Me bateu e pôs contra a parede para que eu gritasse. Ao não gritarmos, nos bateram cada vez com mais força. Além de termos levado uma surra, não sentíamos dor, a causa do medo que tínhamos do que veria depois. Tirou uma mangueira e começou a nos bater com ela. Me bateu na cabeça e comecei a sangrar”; esse foi parte do testemunho que deu uma das jovens ao canal qtarí, emitido pelo site americano Democracy Now.
Além dessas há outras denúncias de que policiais estariam ameaçando meninas de doze anos de idade com violá-las.
Por outro lado, a monarquia que governa esse país do Golfo Pérsico acusou a Al Jazeera de inventar a informação de um jeito “descarado e malicioso”, realizando uma prática que já é habitual no regime de Al Khalifa: atacar à mídia para manter silenciadas as violações massivas aos direitos humanos.
Outro exemplo disso é a expulsão do jornalista da agência Reuters, Frederick Richter, por parte das autoridades, após de acusar à agência de não oferecer uma “cobertura imparcial” das manifestações em favor da democracia. Aliás, representantes de organizações de direitos humanos e de jornalistas espanhóis denunciam que não são permitidos a entrar no país para registrarem o que está acontecendo ali.
Continuam, entanto, os juízos militares aos ativistas que participaram nas protestas. Na próxima quinta-feira serão julgados 21 ativistas, entre eles, alguns dos principais líderes da oposição.
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