10 de enero de 2012 | Noticias | Anti-neoliberalismo | Soberanía Alimentaria
O projeto de criação no Uruguai de uma Escola Latino-americana de Medicina Veterinária (ELAMVET) impulsionada pela Federação de Estudantes Universitários (FEUU), a Presidência da República e a Universidade da República (UdelaR) junto à Via Campesina está detido devido a desavenças entre o governo e a academia.
O retrocesso foi evidente ao ter renunciado o representante do governo de José Mujica, o agrônomo Antonio Vadell, que considerou que houve falta de compromisso da Presidência no projeto que visa formar jovens das organizações camponesas de toda a América Latina vinculados à produção animal.
A ELAMVET é um projeto que somar-se-ia a outros de formação técnica e política dos camponeses, jovens, mulheres rurais e produtores familiares organizados em articulações como a Via Campesina.
A UdelaR abraçou o projeto por seu compromisso com o “aprofundamento do modelo latino-americano de universidade”, conforme seu Reitor, o matemático Rodrigo Arocena.
No entanto, 2011 transcorreu praticamente sem passos concretos por parte do Executivo até que o representante do governo no grupo interinstitucional encarregado de promover o projeto decidiu renunciar por causa do frágil compromisso assumido pela administração de Mujica. Assim, a concretização do projeto assim como estaba prevista em 2012, aparece seriamente questionado.
No dia 19 de dezembro, a FEUU fez uma convocatória pública sobre as “Perspectivas para a construção de uma Escola Latino-americana de Medicina Veterinária”.
Ali participaram representantes estudantis, o Reitor Arocena, a Decana da Faculdade de Veterinária Perla Cabrera, membros do Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Brasil que cursam a carreira de veterinária graças a um acordo entre essa organização e a Universidade Federal de Pelotas e, em representação da Presidência o ex-diretor do Programa Uruguay Rural do Ministério de Agricultura, Pecuária y Pesca, Antonio Vadell, que logo renunciou.
Apartir desse encontro, o que parecia se encaminhar para a concretização do projeto, deteve-se e a causa foi o que Vadell definiu como excesso de voluntarismo e “improvisação” do Executivo uruguaio, que por outra parte havia se comprometido publicamente a promover a Escola.
Antonio Vadell disse ao semanário Brecha de Montevidéu que considera-se um “impulsor militante da iniciativa” e que ao constatar o escasso compromisso do governo decidiu renunciar. “Este tipo de projeto não pode ser levado adiante só com voluntarismo. A vontade serve, é importante, mas não é suficiente”, disse Vadell.
Foto: jhondianadanilo.blogspot.com
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