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18 de Fevereiro de 2010 | Notícias | Indústrias extrativas
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Até altas horas da madrugada de ontem houve horas de fúria no acampamento que mantém a Assembléia «El Algarrobo» bloqueando a estrada que vai até o projeto minerador Agua Rica. Houve enfrentamentos com a polícia e repressão a 4 km dali, no centro da cidade de Andalgalá.
Os moradores tentavam deter caminhonetes e grandes maquinárias que iam para o empreendimento de extração de ouro e cobre da canadense Yamana Gold.
Na estrada que une as localidades de Chaquiago e El Potrero havia centenas de pessoas, dentre elas muitas mulheres e crianças. Uma fiscal já havia tentado desalojar o lugar no fim de semana anterior.
«Dez assembleístas sentaram-se na estrada e creio que houve infiltrados, gente que apóia a mineração, que começou a atirar pedras, e [...] a polícia] respondeu atirando gases lacrimogêneos, balas de borracha; bateram na cabeça das pessoas que estavam sentadas», contou a Rádio Mundo Real Mario Pacheco, da Assembléia «El Algarrobo» e um dos moradores que foram detidos.
Na manhã de ontem, os cerca de 40 moradores que foram detidos recuperaram sua liberdade conforme Pacheco.
Os andalgalenses auto-convocados exigiram a renúncia do prefeito, José Perea, e de todos seus funcionários, acusados de ter se enriquecido com as regalías que deixam os empreendimentos mineradores.
«Às vezes sai essa raiva, talvez no momento que não corresponde, ao invés de ser nas urnas, são levadas a cabo nestas situações», disse Pacheco sobre os acontecimentos de violência.
«Na mídia daqui não aparece a empresa mineradora apoiando sua atividad, os fornecedores das mineradoras colocam a camiseta e são mais mineiros que os próprios empresários», acrescentou.
Pacheco destacoy que «o prefeito[...] chegou ao poder prometendo um referendo» para que o povo decida se quer mineração ou não.
Além disso, lembrou que na semana passada foi realizada na cidade uma marcha pró-mineradora promovida pelas empresas beneficiadas pela atividade e onde participaram seus empregados «forçados» e em muitos casos pelo próprio prefeito.
Enquanto isso foi confirmado por Pacheco que o Juíz de Minas local suspendeu as atividades em Agua Rica por enquanto.
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