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3 de abril de 2009 | |

Mel envenenada

Apicultores uruguaios denunciam morte massiva de colméias por causa do inseticida fipronil.

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Entrevista com Ricardo Carrera. Mais de cinco mil colméias mortas e milhões de abelhas contaminadas com um poderoso inseticida é o saldo do uso deste produto que está proíbido em vários países do mundo.

A campanha já leva vários meses. É que por causa da forte seca deste verão no campo uruguaia, a população de gafanhoto que dizimaram boa parte dos campos destinados à pecuária.

Diante disso as autoridades uruguaias autorizaram o fipronil para combater o gafanhoto, o que teve efeitos nefastos nas abelhas, gerando a mortalidade generalizada de colméias bem como a diminuição das produções das que sobrevivem, disse à Rádio Mundo Real o apicultor Ricardo Carrera.

“Até agora temos contabilizadas como mortas cerca de 5 mil colméias”, disse o produtor “e em muitas outras temos fortes diminuições nas produções”.

O fipronil e produtos similares têm sido proibidos na Itália, Alemanha, Reino Unido e outros países por seu caráter sistêmico. princípio ativo embora se aplique na semente, se mantém na planta até a flor, o fruto e a semente transmitindo-se para a cadeia gástrica do gado, por exemplo, e também das abelhas.

Na França por exemplo seu uso está proíbido desde 2004.
Os apicultores uruguaios têm manifestado a pouca resposta que têm tido suas propostas em círculos oficiais, apesar de a chamada Comissão Honorária de Desenvolvimento Apícola ter alertado sobre o efeito negativo do fipronil para este setor da produção primária que em mais de 95 porcento tem caráter de exploração.

Carrera explicou que deve-se reservar um rádio de quatro hectares sem colméias do ponto onde tem sido aplicado o fipronil, pelo que o processo de polinização de qualquer cultivo nas proximidades de uma área onde foi aplicado o inseticida será atingido, prejudicando cultivos e produtores de outros setores, assim como o meio ambiente em geral, já que o processo de escoamento desta substância para cursos de água provoca a mortalidade da fauna aquática.

O fipronil tem sido desenvolvido pelo laboratório francês Rhone-Poulenc a meados da década de ’80, logo vendido à corporação alemã BASF e no Uruguai é comercializado pela também alemã Bayer, embora atualmente circulam comercialmente versões do produto procedentes da China.

A corporação Bayer inclusive tem manifestado aos apicultores que vêm se mobilizando sobre o tema que estaria disposta a retirar do mercado uruguaio o produto antes de ser envolvida numa campanha de denuncia dos efeitos do fipronil, comentou Carrera.

Diante das denúncias, nesta semana o governo uruguaio limitou o uso de fipronil como inseticida, mas ainda autoriza-o como formicida para as grandes plantações florestais que hoje dominam a paisagem. O problema para os apicultores ainda parece estar longe de ser solucionado.

(CC) 2009 Radio Mundo Real

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