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10 de Agosto de 2009 | Entrevistas | Soberania alimentar
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A negociação mercantil das florestas e a biodiversidade provocará “a extinção” dos povos indígenas que habitam a amazônia equatoriana “desde épocas ancestrais”. O alerta foi feito dias atrás pela Confederação das Nacionalidades Indígenas da Amazônia Equatoriana (Confeniae), que rejeita todas as negociações ambientais que impliquen benefícios para as empresas florestais, mineradoras e petroleiras.
Os indígenas advertem que os territórios estão passando a ser controlados pelo Estado, países estrangeiros, transnacionais, negociadores da REDD e comerciantes de Carbono, o que acabará numa situação de “miséria, fome e pobreza extrema nunca antes vistas”.
A vice-presidenta da Confeniae, Ines Shiguango, conversou com Rádio Mundo Real e criticou a iniciativa do governo conhecida como Plano Sócio Floresta, já que atenta contra a autonomia territorial ds comunidades nativas, e termina beneficiando as empresas que mais têm desmatado.
“Parece que até o ar está à venda e que todos os recursos naturais são para o mercado. Nós dizemos que nem o ar nem os territórios estão à venda”, disse Shiguango.
A Confeniae tenta deter um longo processo de deterioramento e contaminação que tem vindo sofrendo a zona norte da amazônia equatoriana. Durante mais de quarenta anos, corporações petroleiras estadunidenses como Texaco, Occidental Petroleum (conhecida como Oxy), Arco e Maxus Energy Corporation fizeram estragos nesta região do país, ao que logo somaram-se os impactos das empresas mineradoras.
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