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18 de Fevereiro de 2009 | Notícias | Anti-neoliberalismo
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Foi uma das empresas denunciadas no último Tribunal Permanente dos Povos (TPP). Nessa ocasião, o depoimento que prestaram os pescadores da baia brasileira de Sepetiba impactou todos os que estavam presentes.
“Viemos para denunciar o massacre e a destruição ambiental da empresa alemã Thyssen Krupp”, indicava o pescador Luis Carlos Da Silva, que há quarenta anos trabalha nest a zona do estado do Rio de Janeiro.
A campanha de denúncia para evitar o despejo dos oito mil trabalhadores da pesca continua. Cerca de 150 organizações sociais do Brasil apresentaram ontem uma carta de apoio aos pescadores atingidos ao Ministério Público do Rio de Janeiro. A carta inclue denúncias de ameaças de morte sofridas pelos pescadores da região que tentaram se organizar para deter o projeto siderúrgico.
“Queremos que essas ameaças sejam investigadas pelas autoridades competentes. A Thyssen Krupp vem ao longo de todos estes anos infringindo várias leis brasileiras”, afirmou ao site Adital a ativista Sandra Quintela, do instituto de Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)
Os grupos de pescadores estimam que ao todo são cerca de 43 mil as pessoas atingidas pela atividade da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), composta pela empresa alemã e a privatizada Companhia Vale do Rio Doce (CVRD).
A partir das obras de dragagem iniciadas em 2006 na baia de Sepetiba, os pescadores tiveram sua atividade prejudicada pelo desaparicimento de espécies como a corvina, o robalo e o camarão.
O lugar que a corporação alemã escolheu para construir seu porto privado está situado no mesmo lugar onde essas variedades aquíferas realizam a desova, que garante a reprodução e, portanto, a soberania alimentar da região.
O projeto siderúrgico da Thyssen Krupp, destinado apenas à exportação de aço, é financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A carta de repúdio dos movimentos sociais também foi entregue ao presidente da instituição bancária, Luciano Coutinho.
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