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9 de Fevereiro de 2010 | Notícias | Indústrias extrativas
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A ação realizada na cidade de Andalgalá, província de Catamarca, começou em dezembro do ano passado, quando souberam da aprovação de uma concessão mineradora nas terras onde vivem. O projeto extrativo, conhecido como Pilciao 16, une-se à iminente operação de Agua Rica, outro empreendimento minerador de metais ao que a comunidade andalgalense vem resistindo.
A estrada, bloqueada desde o dia 14 de dezembro do ano passado e onde está a assembléia permanente de moradores, une os distritos de Chaquiago e El Potrero.
«As pessoas estão tentando deter o projeto de Agua Rica, porque seria a chave que abriria a porta para outros empreendimentos», afirma Sergio Martínez, um dos «Moradores Auto-convocados pela Vida de Andalgalá», que participa na «parte legal» da Assembléia «El Algarrobo».
Andalgalá é um departamento pequeno e semi-árido com escassa disponibilidade de água para as pessoas. Ali, há 12 anos, os moradores sofrem os impactos do funcionamento da empresa Minera Alumbrera.
Os moradores denunciam ainda a falta de informação sobre o projeto Pilciao 16, para extração de ouro e cobre.
Indicam ainda que Agua Rica, que preve começar a produção de cobre, molibdeno e ouro em 2012, não conta com a «aprovação definitiva» devido às «30 páginas de objeção» presentes em seu Estudo de Impacto Ambiental (EIA).
«Os transportes que levam substâncias tóxicas não respeitam a normativa vigente», afirma a Assembléia «El Algarrobo», reunida à beira da estrada desde o início da medida.
Martínez explicou que caso chegassem «a instalar estes empreendimentos mineradores, seria a desgraça para Andalgalá». Mais de 250 projetos, «enormes consumidores de água», pretendem explorar a zona.
«Os moradores de Andalgalá, manifestam-se pela vida e o direito à saúde de um povo. O direito do exercício territorial está por cima do direito a circular de uma empresa», acrescentou Martínez.
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