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26 de Junho de 2009 | Notícias | Anti-neoliberalismo
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Pela primeira vez desde 1972, o Iraque permitirá a entrada de empresas privadas para explorar suas reservas, consideradas as terceiras do mundo em tamanho. Durante décadas, a exploração de petróleo e gás era exclusiva do Estado, mas as autoridades estão dispostas a permitir a privatização de seis importantes campos petrolíferos, cujas reservas calculam-se em 43 bilhões de barris.
Na terça-feira, o ministro de Petróleo iraquiano, Hussain al-Shahristani, defendeu projeto privatizador no Parlamento, já que vários legisladores têm expressado suas dúvidas no que diz respeito à entrada de transnacionais petroleiras em território iraquiano.
"O ministro de Petróleo deve nos convencer de por que o governo teve que investir 8 bilhões de dólares para o desenvolvimento de reservas, para depois oferecê-las a empresas estrangeiras como pedaços de um bolo", disse à agência Reuters o secretário da comissão de petróleo e gás do Parlamento, Jabir Khalifa Jabir.
Mais de trinta das maiores empresas petroleiras do mundo pagaram ao governo para ter um lugar na licitação dos campos petrolíferos, que serão leiloados nos últimos dias deste mês.
Entre as empresas interessadas em obter a licitação estão Exxon Mobil e Royal Dutch Shell, embora tenha ficado de fora Repsol, já que sua proposta não foi atrativa para as autoridades iraquianos, informou a imprensa espanhola.
O governo iraquiano argumenta que a presença das petroleiras estrangeiras é necessária para que contribuam com tecnologia que o Iraque não possue para explorar seus recursos, embora este motivo não convence aos legisladores, que consideram que a concessão não é legal e que está contra os interesses do país, ocupado militarmente desde 2003 pelos Estados Unidos.
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